26 de ago. de 2009

Interseg 2009 em Brasília












Imagens do stand da Tempo Real - Tecnologias de Informação na Interseg 2009 em Brasília


Fonte: http://www.callcentrehelper.com/images/stories/Nov2006/voicercognitionsmall.jpg

por George Felipe de Lima Dantas

A Interseg 2009 é um evento anual da comunidade de segurança pública do país e que inclui tanto palestras e debates técnicos quanto uma feira de negócios ligados ao setor.

Ela é freqüentada por executivos do setor segurança, tanto privada quanto pública, das esferas federal, estadual e municipal.

Neste 2009, como em anos anteriores, o evento atraiu também bombeiros militares, policiais de diversas instituições e especialistas do mundo civil com interesse no setor segurança.

Também já compareceram ao evento estrangeiros da comunidade diplomática e membros da Associação Internacional de Chefes de Polícia [Internacional Association os Chiefs of Police (IACP)].

Tomando como exemplo do tipo de empresa participante da Interseg 2009, a Tempo Real - Tecnologias de Informação, cujas imagens do stand são mostradas acima (em meio a stands de outras empresas), foi criada apenas cinco anos atrás, tornando-se, nesse curto espaço de tempo, uma das maiores distribuidoras mundiais dos produtos i2 para a Análise de Vínculos (AV), uma das técnicas consagradas da Análise Criminal (AC):
<http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=10002&p=2>

AV/AC é o estudo de alvos investigativos e suas relações. Com o aplicativo i2 é possível visualizar, por exemplo, quem está ligado a quem, quando, onde e para que. Crimes ocorrem de várias maneiras e seus meios são diversos. A exemplo, via chamadas telefônicas para acerto de detalhes, com transferências de dinheiro para lavagem ou suborno, etc. Nessas áreas, a análise de vínculos pode ser aplicada de forma precisa e oportuna, garantindo que o investigador visualize ligações ou vínculos e assim possa determinar eficazmente a autoria e materialidade de crimes. <http://www.sindepolbrasil.com.br/Sindepol10/tecnologia.htm>

Outras expressões da modernidade investigativa incluem a biometria, também mostrada por empresas presentes ao evento Interseg 2009. Uma das expressões mais modernas desse ramo da atividade de identificação humana é a biometria de voz. <http://www.peritocriminal.com.br/biometria.htm>

A biometria de voz consiste hoje, instrumentalmente, na utilização de aplicativos tecnológicos que permitem proceder uma identificação (estabelecer a identidade de alguém, inicialmente anônimo, cuja voz é captada) ou uma verificação (verificar, pela voz captada, se alguém de fato é quem alega ser).

Visitar uma feira do gênero da Interseg 2009 é uma bela experiência técnico-profissional ou mesmo apenas de exótico entretenimento e curiosidade por coisas, hoje reais, mas ainda imaginadas como pura ficção por muita gente.

Além do mais, a 'entrada é franca'...

Local: Expo Brasília -- Parque da Cidade, Asa Sul - Brasília, DF 25/ago - 18h às 21h30 26/ago - 10h às 19h30 27/ago - 10h às 19h30 -- <http://www.interseg2009.com.br/>

Cuidados na Interpretação de Instrumentos de Pesquisa...

por George Felipe de Lima Dantas
26 de agosto de 2009

Referências:

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2630013.xml&template=3898.dwt&edition=12983&section=1001

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2630014.xml&template=3898.dwt&edition=12983&section=1001

"Policiais querem polícia única e civil"/"Tortura faz parte da rotina de formação"
Fonte: Zero Hora -- 25 08 -- Carlos Etchicury/Jornalista/Zero Hora (links da matéria acima texto)

Prezado Carlos Etchicury:

É preciso alguns cuidados na interpretação de instrumentos de pesquisa...

Talvez você não tenha imaginado (como muita gente não imagina...), mas os chamados 'respondentes efetivos' (aqueles que de fato respondem a instrumentos de pesquisa enviados para uma 'amostra' de toda uma população pesquisada, em que alguns respondem e outros não) são, via de regra, ativistas do lado mais reativo do que a pesquisa/perguntas possa/possam sugerir.

Isso faz com que perguntar seja uma 'arte intelectual' de grande dificuldade para obter respostas em que o ativismo reativo não esteja embutido. Os ideólogos de algo e que buscam sustentar suas idéias com os resultados da pesquisa, muitas vezes, mesmo buscando perguntar, supostamente sem ‘viés’, intuitivamente formulam perguntas em que a própria resposta ideológica desejada é induzida.

Por exemplo, se for feita uma pesquisa/pergunta acerca de animais, os ativistas de defesa da vida silvestre serão muito mais veementes em responder do que uma grande maioria (?) que não está sequer atenta a tais importantes aspectos dessa militância em prol da biosfera.

A questão do corporativismo policial (bem como da unificação, ‘militarização ou não’, corrupção, tortura, etc.) pode ser considerada como algo que polariza respondentes que estão alinhados com o 'status quo' e outros que procuram ou acham que ele deva ser mudado.

Ainda assim, pela própria natureza do povo brasileiro, não é de supor que servidores da segurança pública (com origem no mesmo povo a que servem), da origem que forem (bombeiros, guardas municipais, policiais federais, estaduais, distritais, civis, militares, etc.), em sua maioria absoluta, sejam violentos, corruptos ou torturadores ou que sequer apoiem tais práticas criminosas!

As instituições policiais são seculares em sua grande maioria e os mais velhos (ou mais graduados ou de maior posto) dos seus membros estão mais alinhados com a tradição e a estabilidade secular delas (com eles sendo classificáveis como moderados, conservadores e reacionários), enquanto os mais moços buscam mudanças (rotuláveis como reformistas e revolucionários). Isso é típico da própria natureza humana e a psicologia social aponta claramente essas nuances do desenvolvimento humano...

Seria possível fazer inferências definitivas, como as que vão na matéria, se todos os perfis ideológicos institucionais respondessem em mesma intensidade em relação ao número totalizado apontado e que representa os ‘respondentes efetivos’. Neutralidade, nesse caso, é praticamente impossível. Esse número (63 mil e poucos respondentes) não deve corresponder a uma amostra representativa de todos os perfis ideológicos existentes nas instituições de segurança pesquisadas na 'survey' (pesquisa amostral)...

De toda sorte, parabéns pela matéria!

George Felipe de Lima Dantas

23 de ago. de 2009

Meu nome é Merla: escravizo e mato




por George Felipe de Lima Dantas




Ela é uma verdadeira praga social contemporânea. O nome dela é merla. Droga altamente perigosa, subproduto do processo de produção da cocaína, a merla vem trazendo inúmeras tragédias e mortes às famílias brasileiras.




A merla é obtida da mistura da pasta de coca com vários agentes químicos, incluindo ácido sulfúrico, querosene, cal virgem e até mesmo solução de bateria de automóveis. Um quilograma de cocaína, misturado a essas substâncias não menos tóxicas, produz até três quilos de merla.


Apresentada sob a forma de pasta, ela é fumada pura ou no cigarro, sendo assimilada nos pulmões, órgão de onde vai para o sistema nervoso central através da circulação sangüínea.




Mas existe outra merla (com "eme" maiúsculo, dos desenhos infantis da "World Events Productions" norte-americana...). Ela é uma rainha de super-poderes, aliada do robô Zarkon do desenho animado virtual Voltron. Nessa peça ficcional, Merla é personagem virtual que tem algo em comum com a merla real, droga ilícita, já que ambas fazem as pessoas agirem do jeito que querem, virando suas escravas...




A escravidão do vício da merla produz alucinações, depressão e sensação de medo. Ela também é chamada de "nóia", gíria derivada da palavra paranóia, numa alusão ao fato de que sob seus efeitos os usuários entram em um estado maníaco de perseguição. As comunidades brasileiras estão fartas disso e já não toleram mais ver seus jovens transformados em zumbis da merla e de outras drogas.




Tempos atrás, em Brasília, a comunidade, ela própria, corajosa e responsavelmente informou os órgãos de segurança pública importantes detalhes sobre o uso e tráfico de merla em diferentes locais do Distrito Federal. Ligações telefônicas recebidas pelo disque-denúncia, (061) 323-8855, fizeram com que pudesse ser desencadeado todo um mega trabalho de investigação, atividade técnica altamente especializada e persistente que envolveu dezenas de policiais por mais de seis meses.




Vale enfatizar que a identidade dos que fazem uso do "disque-denúncia" está, e sempre estará, completamente preservada. Não é necessário sequer dar o nome ao fazer a ligação telefônica. Todo processo de apuração policial do tráfico de merla em Brasília foi cuidadosamente compartimentado (cada um sabendo apenas o necessário para fazer sua parte...), no melhor estilo das grandes investigações policiais do mundo. Isso foi primordial para que não "vazassem" informações durante o longo trabalho realizado, detalhado e paciente, altamente bem sucedido ao final. Em Brasília, a delegacia especializada da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deu provas de grande integridade e competência, ingredientes essenciais ao êxito policial na repressão ao tráfico. Resultado: 18 traficantes fora de circulação nos próximos 10 ou 20 anos. Alguns outros desses delinqüentes covardes e irresponsáveis tiveram sua prisão temporária decretada pelo Poder Judiciário. A operação policial desarticulou, simultaneamente, mais da metade dacapacidade local de distribuição de merla.




É importante que a comunidade, particularmente as famílias de crianças e adolescentes, esteja atenta aos sinais do uso de merla: extremidades dos dedos amareladas (a merla é fumada), lacrimejamento, olhos avermelhados, comportamento irritadiço, respiração difícil, mãos trêmulas e inquietação. O uso dessa droga ilícita é bastante difícil de dissimular, já que os produtos químicos a ela adicionados durante o preparo exalam do corpo do usuário pela transpiração.




A mensagem que fica é a de que os traficantes a cada dia vão ficando cada vez mais sem espaço para exercer seu ofício maldito. A comunidade, em interação com os órgãos policiais, vem dando um basta à destruição de seus jovens, conseqüência do uso de drogas ilícitas criminosamente traficadas pelos mercadores da morte.




Fontes das Imagens






Escola de Verão sobre Crime Organizado em Catania/Sicilia/Itália








SINDEPOL NA CATANIA/SICÍLIA/ITÁLIA


O Consórcio Europeu para a Pesquisa Política (ECPR) realizou a Summer School on Organised Crime (Escola de Verão sobre Crime Organizado) de 2009, em 29 de junho a 12 de julho, em Catânia - Sicília, Itália. Palestrantes de vários países abordaram assuntos do tema “Analisando e Combatendo o Crime Organizado: Teoria, Prática e Políticas”.


Devido palestra sobre esse assunto, proferida na Universidade de Leuven, na Bélgica no ano de 2006, por representante do SINDEPOL, tivemos a satisfação de receber um convite para falar no módulo “Lidando com o Crime Organizado na Prática”. O evento é anual e o folder permanece disponível no site da Universidade de Catania:




O representante do SINDEPOL e da IPA Brasil, seção 27, no evento foi o Delegado de Policia Federal Francisco Badenis, um especialista no assunto.


O Grupo de estudos sobre Crime Organizado (SGOC) foi criado no ano de 2001, em Grenoble, surgiu através de debates do (ECPR) e possui dois objetivos principais:
1) tornar-se uma linha diretriz sobre o estudo da criminalidade organizada na Europa e no mundo;
2) quebrar barreiras existentes entre o mundo acadêmico e as agências criminais (polícia/justiça) que trabalham nesta área;


O SGOC foi gerenciado para cumprir essa meta pelo aumento do número de seus membros, que se encontram regularmente em conferências (Grenoble 2001, Marburg 2003, Pisa 2007) e pela publicação de uma newsletter mensal.


O DPF Francisco Badenes abordou o tópico “Pensamento Crítico na Análise de Inteligência Criminal”, ilustrando com exemplos de casos concretos (expostos através de gráficos gerados pelo software Analyst´s Notebook, integrante do conjunto de ferramentas i2, utilizadas pelo DPF para assegurar uma melhor produção na qualidade de provas) e participando de uma “round table” com a Procuradora de Justiça Internacional em Kosovo, Carmela Giuffrida e Filippo Spiezia (Procurador do Eurojust) – Justiça da União Européia, sediada na Holanda.


Indagado sobre o evento, Badenes foi taxativo ao dizer: " é sempre uma satisfação receber um convite para palestrar num país nunca visitado anteriormente (bem como uma preocupação face a grande responsabilidade de privar com os demais palestrantes internacionais). E, sendo assim, como minha viagem incluía um final de semana livre, pensei na boa oportunidade de conhecer um pouco da bela região da Catania e seus arredores na Sicília. Como não sou afeto ao turismo convencional, nada melhor do que recorrer a IPA ( International Police Association), ou seja, ser recebido por colegas italianos, de maneira fraterna, podendo privar de uma atmosfera saudável, autenticamente italiana, sem as interferências indesejadas de um turismo sob a ótica exclusivamente comercial".


O SINDEPOL QUESTIONOU BADENES SOBRE O EVENTO, e este: "assim, aproveito para expor um pouco do que foi participar de um importante evento formal (palestra na Universidade de Catania, fundada em 1434), tendo como alunos estudantes graduados de excelente nível, oriundos dos Estados Unidos, Inglaterra, Escócia, Itália, França, Bélgica, Nigéria, e também analistas de Inteligência Criminal e policiais da Holanda e Grécia.


Naturalmente aproveitei a oportunidade para assistir e aprender com as excelentes apresentações, como a do Dr. Peter Klerks ( Academia de Polícia da Holanda “O Fenômeno do Crime Organizado e Estratégias de Inteligência”) e a apresentação final, realizada pelo Dr. Antonio Laudati, diretor do Centro de Gerenciamento de Justiça Criminal do Ministério da Justiça Italiano, o qual expôs, de forma extremamente didática, o histórico da máfia italiana, intercalando a descrição de eventos marcantes com suas próprias experiências, vivenciadas com o heróico Juiz Falcone.

O filiado Francisco Badenes é Delegado de Polícia Federal, exerce o cargo de Representante Regional do SINDEPOL e da Interpol na Superintendência Regional de Polícia Federal no Estado do Amapá. É membro da Associação Internacional de Polícia, seção 27/ Brasília.


Fonte: DCS/SINDEPOL


Fontes da Imagens:


22 de ago. de 2009

Informação Técnica:Educação & Treinamento Policial(Currículos,Conteúdo,Validade,Análise Ocupacional,Escolaridade)


Título/Title: Análise Ocupacional por Tarefas/Job Task Analysis
Jornal/Journal: Boletim Policial do FBI - Volume:58 Edição:11/FBI Law Enforcement Bulletin - Volume:58 Issue:11 Datado de/Dated:(Novembro de 1989) (November 1989) Páginas/Pages:9-13
Autor(es)/Author(s): T J Jurkanin
Venda/Sale: National Institute of Justice/NCJRS paper reproductionBox 6000, Dept FRockville, MD 20849United StatesNCJRS Photocopy ServicesBox 6000Rockville, MD 20849-6000United States
URL do Publicador/Publisher Url*: http://www.fbi.gov/
Data de Publicação/Publication Date: 1989
Páginas/Pages: 5
Tipo/Type: Technical reports
Origem/Origin:United States
Lingua/Language: English

Annotation: Illinois used an empirical research method called job task analysis as the basis of the development of training curricula for the police patrol position.

Tradução livre do Resumo:

A análise ocupacional por tarefas é o processo analítico de determinar os serviços e atividades de alguém que detém um trabalho. Essa análise é utilizada para ajudar a estabelecer a validade de conteúdo do treinamento e testagem, de forma que ela possa ser utilizada para mostrar uma conexão direta entre as tarefas desempenhadas no trabalho e os itens constantes do currículo de treinamento e dos testes correspondentes. O estudo de Illinois se valeu de informação sobre tarefas ocupacionais de estudos anteriores na Califórnia e Michigan e também adicionou várias declarações de tarefas ocupacionais. O estudo traduziu os pré-requisitos laborais para cada declaração de tarefa ocupacional em objetivos de treinamento e aprendizagem. Os objetivos da aprendizagem foram agrupados em 29 categorias e utilizados para desenvolver um currículo de treinamento básico e um instrumento de exame para recrutas policiais. Aqueles que completaram o programa com aproveitamento sabem que seu currículo é claramente relevante para o trabalho que irão exercer. 7 notas de referência.

Abstract: Job task analysis is the analytical process of determining the duties and activities of someone holding a job. This analysis is used to help establish the content validity of training and testing, in that it can be used to show a direct connection between the tasks performed on the job and the items in the training curriculum and testing. The Illinois study used job task information from earlier studies in California and Michigan and also added several job task statements. It translated the worker requirements for each job task statement into training and learning objectives. The learning objectives were grouped into 29 categories and used to develop a basic training curriculum and examination instrument for police recruits. Those successfully completing this program know that their curriculum is clearly relevant to the job they will perform. 7 reference notes.

Termos Principais/Main Term(s): Análise Ocupacional por Tarefas da Polícia/Police job task analysis

Termo(s) Indexado(s)/Index Term(s): Avaliação de treinamento policial/Police training evaluation ; Illinois

Para citar este resumo, uso o "link" seguinte/To cite this abstract, use the following link:
http://www.ncjrs.gov/App/Publications/abstract.aspx?ID=122335

Quem é Thomas Jurkanin?

Fonte: http://www.icjia.state.il.us/public/index.cfm?metaSection=About&metapage=BIOS01

Thomas J. Jurkanin foi nomeado diretor executivo do Conselho de Treinamento e Padrões Policiais de Illinois em abril de 1992. Com mais de 30 anos de experiência na área de justiça criminal, ele detém um doutorado em educação pela Universidade do Sul de Illinois em Carbondale. O Doutor Jurkanin obteve seu bacharelado e mestrado em justiça social pela Universidade de Illinois em Springfield. Ele é editor-sênior do Fórum Executivo Policial e co-autor do livro intitulado "Enduring, Surviving, Thriving as a Law Enforcement Executive", publicado por Charles C. Thomas. O Dr. Jurkanin também publicou um livro intitulado "Chicago Police: An Inside View". Ele é vice-diretor do Comitê da Medalha de Honra Policial dos Governadores e membro do Comitê de Educação e Treinamento da "International Association of Chiefs of Police" [Associação Internacional de Chefes de Polícia (IACP)].

Fonte da Imagem: http://s3.images.com/huge.8.43946.JPG

21 de ago. de 2009

"If" (Rudyard Kipling/tradução de Guilherme de Almeida)

http://www.youtube.com/watch?v=gSX444hQ5Vo&eurl=http%3A%2F%2Firretorquivelpsique%2Eblogspot%2Ecom%2F&feature=player_embedded#t=218

Se

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se és capaz de pensar --sem que a isso só te atires,
De sonhar --sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais --tu serás um homem, ó meu filho!

If

If you can keep your head when all about you
Are losing theirs and blaming it on you,
If you can trust yourself when all men doubt you
But make allowance for their doubting too,
If you can wait and not be tired by waiting,
Or being lied about, don't deal in lies,
Or being hated, don't give way to hating,
And yet don't look too good, nor talk too wise;
If you can dream--and not make dreams your master,
If you can think--and not make thoughts your aim;
If you can meet with Triumph and Disaster
And treat those two impostors just the same;
If you can bear to hear the truth you've spoken
Twisted by knaves to make a trap for fools,
Or watch the things you gave your life to, broken,
And stoop and build 'em up with worn-out tools;
If you can make one heap of all your winnings
And risk it all on one turn of pitch-and-toss,
And lose, and start again at your beginnings
And never breath a word about your loss;
If you can force your heart and nerve and sinew
To serve your turn long after they are gone,
And so hold on when there is nothing in you
Except the Will which says to them: "Hold on!"
If you can talk with crowds and keep your virtue,
Or walk with kings --nor lose the common touch,
If neither foes nor loving friends can hurt you;
If all men count with you, but none too much,
If you can fill the unforgiving minute
With sixty seconds' worth of distance run,
Yours is the Earth and everything that's in it,
And --which is more-- you'll be a Man, my son!

Para Relaxar ... e Ouvir

Para Relaxar ... e Ouvir
http://www.youtube.com/watch?v=lO9Ild2cvdg

April Come She Will--Simon & Garfunkel

April Come She Will
Abril Ela Irá Chegar:
April come she will,
Abril, ela irá chegar
When streams are ripe and swell with rain.
Quando os córregos estão maduros
May she will stay,
E inchados pela chuva
Resting in my arms again.
Maio, ela irá ficar
Descansando em meus braços novamente
June she'll change her tune,
Junho, ela mudará sua canção
In restless walks she'll prowl the night.
Em caminhadas agitadas
July she will fly,
Ela caçará pela noite
And give no warning to her flight.
Julho, ela irá voar
E dar nenhum aviso sobre seu vôo
August die she must,
Agosto, morrer ela precisa
The autumn winds blow chilly and cold.
O vento de outono sopra gelado e frio
September I'll remember,
Setembro eu irei lembrar
A love once new has now grown old.
Um amor uma vez novo, agora envelheceu

20 de ago. de 2009

Uma avaliação do programa de treinamento do CFO/APMB/PMDF/Brasil -- Breve Síntese


por George Felipe de Lima Dantas
20 de agosto de 2009

Dissertação doutoral em educação
Instituição: “The George Washington University” (Washington, DC -- EUA)
Aluno: George Felipe de Lima Dantas
Início em (mês/ano): abril de 1992
Término em (mês/ano): maio de 1998
Área específica: estudo de políticas públicas e administração do ensino superior
Título do trabalho de fim de curso:

“A TASK INVENTORY FOLLOW-UP EVALUATION OF THE JUNIOR HIGHER-RANKING OFFICERS’ TRANING COURSE PROGRAM AT THE MILITARY POLICE ACADEMY OF BRASILIA: A SURVEY STUDY”.

Disponível em: UMI ® Dissertation Services -- Number: 9825648 --

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO PARA PORTUGUÊS DO TÍTULO EM INGLÊS:

Uma avaliação do programa de treinamento dos oficiais subalternos egressos do Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB) pelo acompanhamento de um inventário das tarefas ocupacionais: estudo tipo “survey”.


Breve descrição geral do trabalho:

O trabalho de fim de curso do doutoramento foi realizado sob a forma de uma avaliação da efetividade (impacto) do programa de treinamento do Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB) sobre seus egressos, oficiais subalternos da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ao tempo do estudo. Para tanto, foi feito um acompanhamento da efetividade do curso, vis-à-vis a opinião de seus egressos, quanto à preparação para a execução de cada uma das 73 tarefas ocupacionais, previamente identificadas pelo autor, no exercício de dez possíveis funções de carreira.

De acordo com as análises procedidas, o programa de treinamento de maneira geral foi considerado de efetividade “boa” (grau 3,06 em escala “Likert” -- de 1 a 5), ressalvado que mais da metade do número de tarefas consideradas (38 de 73) tenha recebido um grau de efetividade de preparação inferior a “bom” (menor que 3 em escala “Likert” -- de 1 a 5). Entre outras conclusões qualitativas, é de destacar a de que as tarefas da atividade-fim policial receberam maior atenção do programa, do que as da atividade de gestão, ainda que os oficiais subalternos da PMDF sejam primordialmente gestores e não executores da atividade-fim policial, conforme assim aponta a natureza da maioria das dez funções exercidas.

Breve descrição detalhada do trabalho:

O trabalho de fim de curso do doutoramento foi realizado sob a forma de uma avaliação da efetividade (impacto) do programa de treinamento do Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB) sobre a expectativa de efetividade de preparação de seus egressos, oficiais subalternos da PMDF ao tempo do estudo. Para tanto, foi feito um acompanhamento da efetividade do curso, vis-à-vis a opinião de seus egressos, quanto à preparação para a execução de cada uma das 73 tarefas ocupacionais, previamente identificadas pelo autor (inexistia inventário institucional delas), no exercício de dez possíveis funções de carreira.

Na elaboração do estudo foi considerada como “data de corte” 31 de dezembro de 1995. A primeira turma do CFO foi formada em dezembro de 1992.

Como pré-requisito da identificação e especificação das tarefas ocupacionais foi realizado um inventário pelo próprio autor do estudo, já que não existia inventário prévio institucional, mas tão somente premissas teóricas e vagas dos criadores do programa de treinamento, no sentido de orientar as necessidades e respectivos conteúdos curriculares de preparação para a realidade técnico-profissional dos egressos do CFO.

Foram assim identificadas 73 tarefas de dez possíveis funções a serem desempenhadas por oficiais subalternos da PMDF ao final do programa de treinamento. Em seguida, foi criado um instrumento para avaliar, através medida quantitativa (em escala tipo “Likert”, de 1 a 5), a efetividade percebida pelos egressos do CFO acerca da preparação recebida para execução de cada uma das tarefas ocupacionais.

A avaliação foi instrumentada por um questionário escrito, enviado aos componentes da amostra, sendo ele auto-aplicado e depois devolvido para processamento.

A amostra foi dimensionada de maneira “oportunística”. Ela foi constituída por indivíduos de duas coortes inteiras de egressos do CFO (1993 e 1994). Existiam, na época da “data de corte”, quatro coortes de egressos (1992, 1993, 1994 e 1995). As coortes intermediárias (1993 e 1994) foram as escolhidas, em virtude de satisfazerem o duplo atributo (i) da exposição prática às tarefas (o que não ocorria ainda com a coorte de 1995, pouco exposta às tarefas em sua execução), ao mesmo tempo em que (ii), fosse razoável supor que ainda retinham na memória os esforços de preparação sentidos ao longo do programa de treinamento (o que já não seria razoável supor em relação à coorte de 1992, já três anos distante da época de preparação ao término do CFO).

No instrumento, os componentes da amostra opinaram sobre a efetividade da preparação recebida no CFO para a execução de cada tarefa ocupacional identificada no inventário. Constavam do instrumento/questionário estruturado questões acerca da intensidade (em escala “Likert”, de 1 a 5) da efetividade da preparação recebida para a execução prática de cada uma das 73 tarefas identificadas no respectivo inventário de tarefas ocupacionais.

O instrumento, em seu conjunto de exemplares e respectivos itens respondidos, foi processado em equipamento computacional tipo “main frame” da ”The George Washington University”, com a utilização do aplicativo “Statistical Package for Social Sciences” (SPSS), sendo depois procedida uma análise geral e específica, quantitativa e qualitativa, de cada uma das 73 tarefas, cada uma das dez funções e cruzamento estatístico matricial das primeiras com as últimas.

De acordo com as análises procedidas, o programa de treinamento, de maneira geral, foi considerado de efetividade “boa” (grau 3,06 em escala “Likert” -- de 1 a 5), ressalvado que mais da metade do número de tarefas consideradas (38 de 73) tenha recebido um grau de efetividade de preparação inferior a “bom” (menor que 3 em escala “Likert” -- de 1 a 5).

Entre outras conclusões qualitativas, é de destacar a de que as tarefas da atividade-fim policial, na opinião dos respondentes, tivessem recebido maior atenção do programa de treinamento que é o CFO, do que as da atividade de gestão, ainda que os oficiais subalternos da PMDF sejam primordialmente gestores e não executores da atividade-fim policial (atribuição destinada institucionalmente para cabos e soldados), conforme assim também aponta e corrobora a natureza da maioria das dez funções ocupacionais exercidas.


Treinamento de Recrutas Policiais -- Facilitando a Aprendizagem Entre a Academia e o Treinamento de Campo




"Reprinted from the FBI Law Enforcement Bulletin"
You have permission to reprint any material you need from our publication. Please link or download from the FBI homepage if necessary. Please use the credit, "Reprinted from the FBI Law Enforcement Bulletin" if the name is not somewhere in the document. John E. Ott/Editor/FBI Law Enforcement Bulletin



Police Recruit Training
Facilitating Learning Between the Academy and Field Training


By Steven Hundersmarck, Ph.D.


Police recruit training occurs across multiple learning activities; it begins in the classroom and ends with hands-on field experience. Many assume that such training is both progressive and congruent. Within six to eight months, cadets enter and leave the academy classroom to take part in field training. This transition involves consciously leaving behind past experience and identity as a cadet, becoming part of a new organization, and building a new identity as an officer. Therefore, learning is not part of a linear process but, rather, must be extended across the academy and into field training. Although much of the related literature has focused on learning within each independent activity with the belief that individuals will transfer knowledge, there is a growing awareness that organizations should concentrate more on how learning extends or generalizes across activities, as well as how to facilitate it.


The author gathered data from a study he conducted in Michigan in a regional police academy and during field training in a mid-sized department that employs over 200 sworn officers. He selected 10 cadets quasi-randomly based on their prior police experience and whether they were employed by a department before entering the academy. During the 16 weeks of classes, the author observed these participants and collected data from them during structured interviews at various points. He also interviewed academy personnel and instructors, attended a number of classes, and studied daily recruit life.


During the second phase of the research project, the author followed two of the original 10 recruits into the field training program. He rode with them and their training officers, recorded 13 hours of training discourse, and transcribed them into 49 pages of dialogue. He then coded the dialogue to determine if recruits and field training officers discussed academy learning and to establish what teaching techniques field training officers used to teach recruits.


The Academy


The Michigan Commission on Law Enforcement Standards mandates a minimum-hour curriculum structured on individual standards for each academy in the state.1 The emphasis of accountability and legal verifiability has resulted in a highly structured learning approach primarily dependent on a traditional lecture-based method in the classroom.
"Many leaders recognize that learning based entirely on lecture is an outdated, inadequate model."


Dr. Hundersmarck, a retired police officer, is the director of criminal science at the Indiana Institute of Technology.


The regional academy in the author’s research used a curriculum that exceeded Michigan’s minimum requirements and consisted of 600 hours of mandated training over 16 weeks. Cadets who attended were either sponsored (prehired by a police agency) or nonsponsored (put themselves through the academy). While most classes consisted of a traditional lecture format, a portion of the curriculum, such as firearms proficiency, defensive tactics, first aid, driving strategies, and police scenarios, involved hands-on training. Recruits spent most of their time in the classroom taking notes and were tested each week to demonstrate aptitude and to verify their adherence to the standards of training. Nearly all police academies practice this behaviorist style of learning2 (an expert provides information in the form of lecture to students responsible for transferring classroom material to the field). Proponents of this method advocate its use based on the need for objective standards and legal accountability. Learning in the academy depends on lecture and less than 3 percent of basic training is spent on alternative forms of instruction, such as scenario-based training or application of skills.3 “Ninety percent of police academy training is spent on task-oriented training.” 4 Consequently, “behavioral techniques do not account for the students’ past experience in solving problems, and the trainer is only concerned about the learning objectives, which are usually carried out in a standardized, linear manner.”5 As such, students have little or no personal investment in what they learn nor is the instruction related to any of their past experiences or future goals.


Many leaders recognize that learning based entirely on lecture is an outdated, inadequate model. In recent years, some professions have moved toward a problem-based approach where learning is more applicable to problems encountered in particular fields. Similar to law enforcement, other professions must weigh the obligation to ensure accountability to legal requirements and standards with the duty of preparing individuals to perform complex duties. Academies should focus on encouraging critical-thinking skills using problem-based learning techniques more reflective of the complex nature of police work, such as changing laws, using technology, and responding to crises. Today, most would agree that a police officer’s duties have evolved from enforcer of laws to a problem solver in the community.6


Many proponents of problem-based learning stress the concept of andragogy.7 In an andragogical approach, instructors assume learners are self-directed. They adapt their teaching to facilitate the learner by using a variety of methods (problem solving and critical thinking) to encourage self-directed learning. By taking into account students’ experiences and strong identification in becoming a police officer, instructors help recruits transfer learning between the academy and field training.


The author determined that recruits with preacademy police experience, such as Explorer, dispatcher, or other nonsworn service, judged classes in relation to their early contacts with police work.8 Likewise, sponsored cadets evaluated what they learned by their growing knowledge of the practice of their future department. Recruits did not view classes dependent on lecture as relevant as subjects taught using scenario or handson training. They judged classes that approximated the nature of police work as more valuable learning opportunities and strongly identified with instruction that compared with the nature of real police work, using their past and projected experiences to gauge the value of their learning. Preacademy experiences had a substantial impact on an individual’s perception of learning in the academy.9 The author clearly observed how classes develop a culture that influences how cadets perceive their training.10 Nonsponsored cadets without preacademy experience judged the relevance of classes by the attitudes and perceptions of classmates who had some knowledge of police work. Informal networks of information between students formed in the beginning weeks of the academy. A learner-centered approach uses the different experiences of the cadets as part of their instruction to facilitate meaningful learning, as opposed to having them rely on informal stories to familiarize themselves with police work.


All of the recruits the author interviewed judged the value of their learning based on whether the classes were “book learning” (dependent on lecture) or “real life” (hands-on classes).11 One cadet noted, “The book learning—it’s a different atmosphere. You’re just reading and listening to somebody else talk.”12 All cadets gave high ratings to scenario-based classes or those centered on such activities as shooting or defensive tactics. Another recruit stated, “The scenarios we did were 100 percent [better] and helped me so much more than the book stuff.”13


Cadets rated crime scene scenarios as the highest learning activity. Interestingly, these were held only one evening, students were not formally tested, and all were problem-based as cadets went to different crime scenes role-playing as officers. Scenarios from the academy remained influential in the recruits’ minds into field training where they reported them as the only academy learning they referred to when conducting police work. Recruits rated this type of training so highly because they identified it with actual police work; identity is a strong aspect of learning, especially for police officers. The author found that the tasks or standards recruits rated low (in the form of classroom lecture) did not always reflect the subject matter but, rather, the presentation and association of it with the classroom.


A constructivist approach, similar to andragogy, is learner centered, incorporates flexibility, and includes reciprocal teaching, peer collaboration, cognitive apprenticeships, problem-based instruction, Web quests, and anchored instruction that involve learning with others.14 Police academies could easily adopt this approach because they use it in crime scene scenarios, and it serves as the primary means of instruction by field training officers.


Learning comes through student interaction, as well as instructor input. In a constructivist approach, the instructor serves as a facilitator who guides individuals and groups in problem-solving and critical-thinking skills. Using scenarios as problem-solving devices relates academy learning with police work and appeals to cadets’ strong identity in becoming a police officer. The constructivist approach also uses the dynamic culture of each academy class and directs it toward learning as a collective. Learning must project forward from the academy to police work and, equally important, recruits must connect field training back to the academy.


Field Training


The learning environment of field training varies significantly from the classroom. In most programs, probationary officers train for 16 weeks, rotate through at least three phases with as many different field training officers, and enter an evaluation phase. The program resembles an apprenticeship program wherein an officer slowly takes over the technical duties of policing while learning under the tutelage of a field training officer. Field training also is an enculturation process where new officers learn the norms and values of the department (both formal and informal) from veteran officers.15 Thus, they move from a peripheral member of the organization to a full-time one.16


Field training bridges the gap between the theoretical emphasis of the police academy and the practical application of policing that occurs on the streets.17 Such a mediated transitional learning activity involves engagement and discussion that actively relates learning from one exercise to another.18 Academy learning should be aligned and coupled with field training to be truly effective.19 Consequently, any change to the academy curriculum will not prove beneficial until actively mediated in the department.


Discourse analysis of the recorded training conversations revealed that probationary officers rarely talked about their academy instruction during field training. Further, field training officers did not query probationary ones about their academy learning. On the rare opportunities new officers discussed past learning, they talked about their preacademy police experiences as Explorers or security officers, rather than their academy learning.20 Field training officers generally took the new officers’ academy knowledge for granted and often did not know what the academy did or did not teach. During one of the author’s ride-alongs, the training officer revealed that he did not know his recruit lacked academy experience writing a traffic violation.


Some field training officers may negate or dismiss academy learning, making it difficult for new officers to publicly acknowledge and use their past academy experience. One field training officer stated that his approach to training recruits was to “assume he knows nothing about any procedures or police work whatsoever and teach him everything and, hopefully, what he learned in the academy, he can apply most of it here.”21 This statement revealed an interesting phenomenon—prior learning was not formally mediated and probationary officers had to discreetly transfer training devoid of assistance from the field training officer. This proves a difficult task given new officers’ inclinations to disassociate themselves from the stigma of the police academy and become regarded as a member of the police department.



At times, the author did observe new officers using academy learning in field training. Although they actually used procedures and knowledge of laws they studied in the academy, they reluctantly admitted doing so. For example, the author interviewed a probationary officer about his approach to a burglar alarm using officer safety techniques. After some discussion, the officer hesitantly admitted that he had learned his strategy in the academy. Prior to this incident, he never had acknowledged using any academy learning.


An Alternative Model


In 2003, the Office of Community Oriented Policing (COPS) designed and released the Police Training Officer (PTO) program which upgrades the standard model used by many agencies. The PTO program “incorporates contemporary methods in adult education and a version of the problem-based learning method of teaching adapted for police.”22 It encourages critical-thinking skills more consistent with community-oriented policing. During each training phase, probationary officers must resolve an ill-defined community-based concern using their own problem-solving skills, helping them transfer the process to other issues.23


The PTO model encourages problem solving as a means of field training, as opposed to a focus on individual tasks. It moves away from the behaviorist approach to learning that relies on replication of tasks to demonstrate learning. The implementation of a problem-based model demonstrates the need to change academy curriculum to a constructivist approach to mediate academy learning with field training.


Conclusion


Law enforcement must overcome the inconsistent nature of learning between academy classes and field training, moving beyond an emphasis on separate learning models for training recruits. Agencies must bridge the learning at all levels of training by actively mediating it across the different contexts. Adopting a learner-centered constructivist approach in both the academy and field training will ensure that recruits engage in learning with which they identify.


Endnotes


1 Michigan Commission on Law Enforcement Standards, 2002.2 M.L. Birzer and R.T. Tannehill, “A More Effective Training Approach For Contemporary Policing,” Police Quarterly 4, no. 2 (2001): 233-252.3 R.N. Haarr, “The Making of a Community Police Officer: The Impact of Basic Training and Occupational Socialization on Police Recruits,” Police Quarterly 4, no. 4 (2001): 402-433.4 Ibid., 405.5 Birzer and Tannehill, 237.6 C.A. Traut, S. Feimer, C.F. Emmert, K. Thom, “Law Enforcement Recruit Training at the State Level: An Evaluation,” Police Quarterly 3, no. 3 (2000): 294-314.7 Birzer and Tannehill.8 S.F. Hundersmarck, “Between the Classroom and the Streets: The Transition from Police Academy Recruit to Police Officer,” Professional Studies Review 2, no. 1 (2005): 85-98.9 Haarr.10 Haarr.11 S.F. Hundersmarck, “Sixteen Weeks and a Year: The Generalization of Knowledge and Identity Between the Police Academy and Police Field Training,” (PhD diss., Michigan State University, 2004).12 Ibid., 138.13 Ibid., 136.14 D.H. Shunk, Learning Theories: An Educational Perspective (Upper Saddle River, NJ: Merrill, 2000).15 Hundersmarck, 2004; Haarr.16 J. Lave and E. Wenger, Situated Learning and Legitimate Peripheral Participation (Cambridge University Press, 1991).17 Clark, 1995.18 Hundersmarck, 2004; Haarr.19 Haarr.20 Hundersmarck, 2004.21 Hundersmarck, 2004.22 U.S. Department of Justice, Office of Community Oriented Policing Services, PTO: An Overview and Introduction (Washington, DC, 2003).23 Ibid.




Pensando em Possíveis Ações Militares Brasileiras de Natureza Policial Contra o Narcotráfico nas Zonas Fronteiriças do País


Referência: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/08/19/aeronautica-marinha-terao-poder-de-policia-757470963.asp

Aeronáutica e Marinha terão poder de polícia/Publicada em 19/08/2009 às 07h53m

Citação de porção da matéria (íntegra no URL acima): (...) "A intenção do ministro é fechar o cerco ao narcotráfico nas regiões de fronteira. Sua avaliação é que, depois da Lei do Abate, grande parte do transporte de drogas, antes feito por pequenas aeronaves, migrou para barcos nos rios da Amazônia". (...) Por isso, Jobim defende que a Marinha também passe a ter direito - hoje inexistente - de atuar como polícia e combater traficantes em águas fluviais. (...) (Daniel Rittner / Valor Econômico)

Enquanto isso, nos EUA...

OFFICE OF JUSTICE PROGRAMS (Escritório de Programas de Justiça) / BJA – BUREAU OF JUSTICE ASSISTANCE (Bureau de Assistencia à Justiça) / USDOJ (Departamento de Justiça dos Estados Unidos da Amériva)

Title: (Título) -- Basic Technical Services/Video Surveillance Operations (Serviços Técnicos Básicos/Vigilância Vídeo) -- Sponsoring Agencies: (Agências Patrocinadoras) -- U.S. Department of Defense (Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América) -- National Guard Bureau
(Bureau da Guarda Nacional) -- Provider: (Provedor) -- Regional Counterdrug Training Academy -- (Academia de Treinamento Regional Contra Drogas) -- Address: (Endereço) -- 219 Fuller Road, NAS Meridian -- Meridian, MS 39309-5020 -- Phone: (Telefone) 1-601-679-2063 -- Fax: 1-601-679-2065 -- E-mail: orrin.fuelling@us.army.mil -- Course Web Site: (Web 'site' do Curso) -- http://www.rcta.org/counterdrug/catalog/bts-vso.htm -- Provider Web Site: (Web 'Site' do Provedor) http://www.rcta.org/ -- Description: (Descrição) -- Esse curso de 2 semanas ensina como utilizar ou supervisionar a utilização de equipamento velado de interceptação áudio e vídeo em apoio a investigações de narcóticos em operações de inteligência. A manutenção, construção e instalação de equipamento de interceptação é enfatizada. -- Cost: (Custo) -- No Fee
(Sem taxa) -- Eligibility: (Elegibilidade) -- Investigators (Investigadores).

A Comunidade como Parte Ativa da Segurança Pública: Auburn, Washington, EUA




Mais uma cidade norte-americana – Auburn, no estado de Washington -- torna possível para a cidadania visualizar locais de ocorrências policiais devidamente mapeadas. O serviço é provido por uma empresa em plataforma web, sendo atualizado diariamente. A informação é provida por tipo de crime, localização da ocorrência por quadra, horário e número do registro policial. A visualização é produzida por mapeamento do Google, o qual cobre a cidade inteira com um alcance temporal prévio de 30 dias. O sistema é disponível também por bairro e nele está embutida informação sobre tendências mostradas em tabelas e gráficos. É dada ênfase a delitos de natureza sexual.



O resultado esperado é que a comunidade utilize seu poder de observação para multiplicar a capacidade de fiscalização da polícia local, contribuindo assim para o esclarecimento de crimes e prevenção criminal. A instituição policial paga uma taxa praticamente irrisória para a empresa prestadora do serviço, que utiliza dados coletados pela própria polícia em tempo real e provê as informações graficamente em formato padronizado, via web, para a cidadania. Existe também um provedor gratuito de e-mail para que sejam prestadas informações à polícia por membros da comunidade.



As informações providas pelo sistema de acesso público incluem, basicamente, furtos, agressões, arrombamentos, furtos de veículos, roubos, como também mapeia locais com alta incidência de tipos penais múltiplos (pontos quentes). Em virtude da prestadora do serviço atuar em mais de 500 outras localidades do país, é possível também fazer comparações entre os níveis de criminalidade de tais regiões.




Fonte das Imagens:


19 de ago. de 2009

Para Relaxar ... e Ouvir

http://www.youtube.com/watch?v=DsO6hiSMG6Y

Au Revoir
(Paroles: Maurice Vidalin. Musique: Gilbert Bécaud 1963)

Até logo
Adieu l'ami
adeus amigo
Faut se quitter
precisamos nos deixar
Car tout s'arrête
porque tudo para
Avec l'été L'AMI
com o verão,L'AMI
Les feuilles sont tombées
as folhas cairam
Sur les routes gelées L'AMI
sobre as estradas geladas L'AMI
Quand on courait
quando houve
Sur les chemins
sobre os caminhos
Pavés de fête
pavimentos de festa
Mouillés de vin L'AMI
aluvial de vinho L'AMI
Nos chansons nous disaient
nossas canções nos dizem
Que cela durerait la vie
que isso durará a vida

{Refrain:}
refrão
Au revoir, au revoir
até logo, até logo
Qui sait jamais tout peut recommencer
quem disse que isso jamais poderá recomeçar
Au revoir, au revoir
até logo, até logo
Il faut croire en l'été L'AMI
é preciso crer no verão L'AMI
L'harmonica chante sans nous
a harmonica canta para nós
Il chante encore
ele ainda canta
Nos quat'cents coups L'AMI
nossos quat'cents sopra
Si un jour il se tait
se um dia ele é omisso
C'est qu'on aura changé L'AMI
é que nós tivemos vontade de mudar L'ami

{Refrain}
refrão

Leitura Recomendada sobre Roubo de Cargas

Fonte: Âmbito Jurídico.com.br
URL: <http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=4416

Informações Bibliográficas (Transcrição do Conteúdo do "Site"):

MAGALHÃES, Luiz Carlos. A inteligência policial como ferramenta de Análise do Fenômeno: Roubo de cargas no Brasil. In: Âmbito Jurídico, Rio Grande, 50, 29/02/2008 [Internet].Disponível emurl = location;document.write(url);http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=4416. Acesso em 19/08/2009.

Resumo (Transcrição do Conteúdo do "Site"):

O objetivo desse artigo é demonstrar que a inteligência policial deve ser utilizada para a produção do conhecimento que possibilitará ao Estado realizar o enfrentamento do fenômeno criminal do roubo de cargas, comprovando que o setor vitimizado diretamente pelo crime, apesar de ser específico, possui uma profunda intercomunicação com outros setores da economia, o que torna o problema global, ocasionando a formação de obstáculos para o crescimento do Brasil. Faremos uma abordagem com dados sobre o fenômeno de fontes extra-oficiais disponíveis, além dos dados oficiais da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.

Informações Sobre o Autor (Transcrição do Conteúdo do "Site"):

Luiz Carlos MagalhãesAgente de Polícia Federal, lotado na SR/DPF/DF - Especialista em Gestão da Segurança Pública e Defesa Social, Pesquisador integrante do Núcleo de Estudos em Defesa Segurança e Ordem Pública do Centro Universitário do Distrito Federal (UNIDF).

17 de ago. de 2009

ALVIN TOFLER E O IMPACTO DA TECNOLOGIA NA ÁREA POLICIAL




Referência:



Toffler A., and Toffler H. (1994). War & Anti-War - Survival at the Dawn of the 21st Century. London, UK:, Little Brown and Co.







por George Felipe de Lima Dantas


9 de dezembro de 2002



"Em relação ao futuro, sua tarefa não é prevê-lo, mas sim torná-lo possível" (Antoine de Saint-Exupéry)



Alvin Tofler, famoso por suas obras "O Choque do Futuro" e "A Terceira Onda", também explorou o tema policial, tratando do assunto vis-à-vis as novas possibilidades da modernidade.
Toffler refere o bordão de que "os generais sempre tentam lutar várias vezes como fizeram em sua última guerra". A referência é alusiva aos franceses e a "Linha Maginot", aplicada ao cenário da Segunda Guerra Mundial em decorrência de experiências resultantes do conflito mundial anterior. Segundo o conhecido autor, os generais franceses teriam se fixado nas táticas da chamada "guerra de trincheiras", não dando a devida atenção, à época, aos recursos bélicos modernos que estavam começando a surgir: poder aéreo, forças terrestres de alta mobilidade e táticas de "blitzen" dos alemães. Como resultado, sugere Toffler, no início do segundo grande conflito mundial os franceses estavam com recursos militares alocados equivocadamente, o que permitiu aos alemães atravessarem a França em apenas algumas semanas.


Toffler aponta que, semelhante ao que aconteceu na França, a grande questão que hoje se coloca para os profissionais da segurança pública é: estará a polícia "combatendo as guerras contemporâneas com as armas de ontem? - E segue afirmando que a revolução tecnológica que o mundo já está vivendo, em sua alta velocidade, irá fazer surgir novas armas e métodos, isso tanto para a polícia quanto para os criminosos.




"Nesses dias atuais, as pessoas buscam conhecimento, não sabedoria. Conhecimento é algo do passado, sabedoria é algo do futuro". (Vernon Cooper)



O futurologista cita as experiências de monitoramento eletrônico que já estão sendo realizadas pelo FBI com indivíduos em liberdade condicional, bem como os sistemas de "inteligência artificial" para análise criminal desenvolvidos naquele mesmo órgão. Alude ainda visões, antes de mera ficção científica, mas que já agora sugerem sistemas de controle do comportamento através do uso de drogas e da estimulação cerebral, capazes de serem efetivos durante as 24 horas do dia (numa referência aos escritos de George Orwell e do seu ‘Big Brother’ de 1949). Faz referência a colônias penais submarinas e espaciais. Numa citação aos avanços que a tecnologia vem trazendo, levanta as novas possibilidades de delinqüência nas áreas da genética, inseminação artificial, software, etc...


Toffler alerta para o fato de que a modernidade está produzindo novas questões legais, políticas e éticas, todas as elas com impacto na atividade policial. Materializando tudo isso, lança no ar a questão da identificação do tipo penal que corresponderia ao ato de subtrair um embrião congelado e o quanto os resultados das tecnologias de monitoramento biológico poderiam ser admitidos como elementos de prova. Especula acerca das múltiplas possibilidades de invasão de privacidade hoje existentes, bem como o impacto delas sobre os valores democráticos, sugerindo uma reflexão acerca de como adequar antigos códigos e leis aos novos tempos.

Alvin Toffler alerta para o fato de que uma escalada da desordem social poderá levar a cidadania a demandar medidas cada vez mais punitivas, intrusivas e, quem sabe, antidemocráticas. A situação pintada parece especialmente perigosa em um mundo de tantas novas possibilidades de controle social. Função desse novo horizonte que já se descortinava nos anos 1990 (década da edição da obra de referência), Alvin Tofler apontava que já era tempo de analisar como o futuro das mudanças tecnológicas e sociais poderá ser compatibilizado nas ações de emprego policial.


O famoso autor sugere ainda que a polícia e outras instituições de governo devem repensar suas práticas, levando em conta a utilização da tecnologia não apenas para suprimir, mas principalmente para prevenir o fenômeno da criminalidade e da violência. Dá ênfase toda especial aos limites entre a ação do Estado e os direitos e garantias individuais, sublinhando a necessidade de fazer com que a atividade policial, no futuro logo adiante, proteja tanto a sociedade quanto os valores democráticos sobre os quais ela está assentada.


Termina por sugerir que é necessário começar a pensar em tudo isso desde já, de maneira a tornar possível, no futuro que se aproxima, uma ação policial de preservação da lei e da ordem, mas que preserve também a democracia.





"O amanhã pertence àqueles que se prepararam para ele hoje." (Provérbio Africano)




Fonte da imagem:



Ético até mesmo depois de 'dirigir sob a influência do álcool'?


por George Felipe de Lima Dantas

12 de agosto de 2009

O periódico norte-americano "The Washington Times" (WT), na sua edição de 29 de julho de 2009, traz a notícia de que o chefe de polícia da cidade de Alexandria, Estado de Virginia (de 58 anos de idade) -- renunciou ao cargo no dia 28 de julho (terça-feira), depois de ter sido preso em 25 de julho (sábado) por conduzir um veículo “driving under the influence” (DIU), mal traduzindo, “dirigindo sob a influência de bebida alcoólica”.

O interessante da notícia não é o foco no acontecimento ele próprio (a notícia inclusive é pouco detalhada em relação aos fatos ocorridos). O interessante é a atitude do chefe policial ao renunciar e talvez, mais interessante ainda, a maneira como a renúncia do ex-chefe de polícia é depois retratada pela mídia na matéria de Melissa Giaimo, jornalista que assina a reportagem do WT.

Igualmente interessante, mais ainda para um observador brasileiro, são as manifestações da comunidade local em relação ao fato e vis-à-vis o apreço por sua instituição policial. Não menos notável é o quanto a sociedade norte-americana dá importância e reprime a condução de veículos por alguém considerado alcoolizado nos termos das normas locais. Ambas as situações contrariam a praxe do que teria acontecido em outros locais do mundo: enxovalhar o ex-dirigente e a própria instituição policial ou, talvez, quem sabe, minimizar a questão da embriaguez no trânsito...

O ex-chefe de polícia, segundo consta no WT, teria declarado "É com grande humildade e remorso que anuncio minha aposentadoria do Departamento de Polícia de Alexandria". Para os policiais, as palavras do chefe demissionário teriam sido de "Agradecer por terem permitido o privilégio de servi-los. Eu não poderia ter pedido para trabalhar com um grupo de profissionais de segurança que fosse melhor, mais capaz ou mais cheio de compaixão pelo próximo".


"Please don't lie to me, unless you're absolutely sure I'll never find out the truth.


Ashleigh Brilliant (UK, 1933)


"Por favor não minta para mim, a menos que você esteja absolutamente certo de que eu nunca descobrirei a verdade."

O advogado do ex-chefe de polícia, segundo a notícia, teria considerado a renúncia como o resultado da contraposição, em termos éticos e de espírito público, entre a vontade de permanecer no cargo e uma avaliação pessoal do potencial de desgaste da instituição diante da comunidade face o ocorrido. Isso pode nos reportar a crises de muito maior âmbito ocorrendo no Brasil e nas quais os comportamentos de seus protagonistas são totalmente opostos do envolvido no evento de Alexandria.

O prefeito da cidade também é citado na notícia como tendo sido favorável ao desfecho do incidente, mormente em relação que fez prontamente, diante dos fatos, o ex-chefe do Departamento de Polícia de Alexandria. Isso sem deixar de referir, expressamente: "Esperamos que esse incidente infeliz não venha a eclipsar o serviço estelar e compromisso que ele mostrou para a cidade de Alexandria durante seus anos de serviço". E complementou, "Deploravelmente, essa é uma decisão sábia, para permitir que o departamento de polícia e a cidade sigam adiante".

O ex-chefe de polícia de Alexandria assumiu o cargo em setembro de 2006, depois de já estar por 15 anos em seus quadros. Ele também já havia pertencido ao Departamento de Polícia Metropolitana do Distrito de Colúmbia por 20 anos. Ou seja, um profissional de segurança pública com mais de três décadas de serviço...

É exemplar, não só para os policiais e para a comunidade de Alexandria, como também para os operadores políticos de muitas outras atividades e locais, a observação do vice-prefeito Kerry Donley sobre o incidente: “O chefe de polícia está sendo responsável por suas ações. Isso é realmente um ‘recado’ forte que fica desse episódio desafortunado. Mais do que qualquer outra coisa“.
Fonte da imagem:

QUANDO ALÉM DE COMPETENTE A POLÍCIA TAMBÉM É "INTELIGENTE"




por George Felipe de Lima Dantas

17 de Outubro de 2002

Em 1996 a Inglaterra sediou o campeonato europeu de futebol, a 'Euro 96'. O governo britânico estava determinado a impedir que os espetáculos futebolísticos europeus na Inglaterra fossem empanados por ações criminosas e violentas de desordeiros de estádios, vindos de diferentes países, os já conhecidos "hooligans".

A Scotland Yard constituiu uma unidade especial para dirigir as atividades policiais dos jogos, fazendo parte dela uma 'célula de inteligência' equipada com computadores 'rodando' um software bastante conhecido nos meios policiais do 'Primeiro Mundo' [o 'i2 Analyst's Notebook' (Bloco de Apontamentos i2 do Analista)]. Esses computadores foram conectados, em rede, a uma base central de dados.

A maioria dos policiais dos países representados na "Euro '96" já utilizava computadores (com o mesmo tipo de software) para realizar análises criminais em prol das atividades internas de segurança pública nos seus respectivos países. Cada país participante da competição enviou um representante policial para a Inglaterra, com eles todos juntos atuando como 'elementos de ligação' com a polícia britânica. Computadores e software tornaram possível que fosse utilizada uma 'formatação comum' para a troca de inteligência sobre os "Hooligans", incluindo na rede todos os policiais dos diferentes países representados no certame desportivo.


“Saber muito não é o mesmo que ser inteligente; inteligência não é só informação, mas também juízo crítico ou a maneira como a informação é coletada e utilizada”. [Carl Sagan, astrônomo e escritor norte-americano (1934-1996)]
Assim foi que os analistas policiais britânicos usaram os recursos da informática para criar organogramas identificando individualmente os desordeiros de torcida ("hooligans"), bem como os vínculos entre eles. Tais 'representações gráficas' foram usadas nos 'briefings de segurança' realizados para os vários níveis gerenciais responsáveis pelos eventos desportivos, mostrando mapas de 'famílias de hooligans' (até mesmo de mais de um país...), em um trabalho de grande porte e complexidade.

Munidos de informações válidas e confiáveis, os responsáveis pelo policiamento lograram, desta forma, identificar problemas potenciais e preveni-los através da alocação de recursos policiais apropriados, posicionados que foram nos locais e ocasiões necessárias. As representações gráficas de informações produzidas com o auxílio do equipamento computacional foram incluídas nos 'pacotes de informação' de inteligência policial distribuídos às unidades de execução do policiamento.

Tais recursos provaram constituir-se em ferramenta poderosa de identificação de 'áreas e indivíduos problema', contribuindo significativamente para o sucesso do evento desportivo. Os "hooligans" freqüentemente eram interceptados e detidos antes mesmo que pudessem chegar aos estádios. A operação policial da 'Euro 96' conseguiu identificar e, por isso mesmo, prevenir problemas, tanto com a antecedência de dias, quanto de horas e até mesmo minutos de antecedência à realização das competições.

As unidades operacionais usaram a 'tecnologia do conhecimento' produzida por ferramentas informacionais, assegurando assim que os jogos pudessem ser apreciados em segurança pelo público presente, em uma atmosfera pacífica e ordeira. Ainda hoje a "Euro 96" é lembrada na Europa pela beleza do espetáculo futebolístico apresentado...


Fontes das Imagens:

A 'assinatura' da pele


por George Felipe de Lima Dantas

em 9 de novembro de 2002


Pesquisadores norte-americanos desenvolveram um novo método de identificação humana e acreditam que ele seja tão seguro quanto o tradicional sistema papiloscópico (identificação através das impressões das papilas digitais, impressões palmares, etc.). O novo método está baseado no reflexo, originado na superfície da pele humana, quando ela é exposta a um feixe de luz infravermelha, combinado ao fato de que a característica de pele de cada indivíduo é única.


O potencial de utilização desse sistema na identificação humana só ficou conhecido ao final da década de 1990, junto com o aparecimento de aparelhos de aplicação médica de reflexão de luz pela pela para medir teores de glicose e álcool no sangue. A descoberta da possibilidade de uso dessa aplicação biomédica, também em segurança, só aconteceu por acaso, quando verificou-se, nos primeiros instrumentos de testagem, que eles não tinham igual confiabilidade de medida para diferentes pacientes com o mesmo teor de álcool ou glicose no sangue.


Ou seja, era possível confirmar, com a medida pela luz, o teor "x" de glicose no sangue de um determinado indivíduo (checado previamente de maneira tradicional), sem que a mesma medida se repetisse com outro indivíduo também com "x" de teor. Razão: as características da pele variam de pessoa para pessoa.


O aparelho considerado, do tamanho de uma pequena moeda, consiste de dois "chips" eletrônicos. O primeiro deles ilumina uma porção da pele, recebendo e processando a luz refletida de volta. O segundo 'chip' recebe o código da luz refletida processada no primeiro, comparando esse código ('assinatura' de luz) com um conjunto de códigos arquivados previamente no circuito.


Se a 'assinatura' colhida constar do arquivo de arquivos de assianturas previamente colhidas, ela será reconhecida, gerando uma autorização, por exemplo, para alguém entrar em uma determinada instalação. A operação leva menos de um segundo para ser realizada. O processo envolve pequena capacidade computacional, ao contrário do que acontece no processamento de imagens papiloscópicas e faciais.


O circuito eletrônico apenas mede e compara o comprimento da onda de luz refletida. Pelo fato de demandar pouca capacidade de processamento, o novo sistema poderá ser instalado em pequenos espaços, tais como telefones celulares e armas, podendo ser utilizado para restringir a utilização desses objetos a pessoas previamente autorizadas.


O reconhecimento pela pele é mais um sistema de identificação humana que surge em uma época em que as questões de segurança em identificação humana assumem uma importância cada vez maior. Após a tragédia de 11 de setembro, com a destruição dos prédios do "World Trade Center" de Nova York, a questão do controle e registro de pessoas passou a ser vital.


Várias aplicações tecnológicas estão sendo desenvolvidas com a finalidade de controlar a identidade de passageiros em trânsito e que circulam nos aeroportos do mundo. O tema passou a merecer a atenção não só de policiais, mas também de especialistas dos vários ramos da ciência que dão suporte tecnológico às atividades de segurança.


Nesse novo tempo, marcado pela necessidade de sobrevivência diante das ameaças imponderáveis do terror, o sistema de reconhecimento pela pele pode passar a ser mais uma, entre várias novas opções de técncias e respectivas aplicações tecnológicas de identificação humana.


16 de ago. de 2009

A origem e o significado do @
















por George Felipe de Lima Dantas










por George Felipe de Lima Dantas

O @ tem uma longa história de uso, já sendo utilizado desde mais de 500 anos atrás por comerciantes florentinos para registros de peso e volume de líquidos contidos em ânforas (vaso de cerâmica utilizado para guardar azeite, vinho, água, etc.).

Ainda que para muitos perdure a indefinição, o significado de @ é, e sempre foi, "em". Na Europa setentrional, o @ traduz o conceito de "ao preço unitário de". Na Alemanha é chamado Klammeraffe (macaco aranha) e na Dinamarca grisehale (rabo de porco).

Modernamente, o símbolo @ foi escolhido por Ray Tomilson, em 1972, para servir como separador nos endereços de correspondência eletrônica (e-mail). A primeira remessa de mensagem eletrônica aconteceu em 1972, tendo sido feita pelo próprio engenheiro Tomilson da empresa Bolt Bernanek and Newman (BBN), uma contratada da ARPA para construir a ARPANET (ancestral da Internet).

Tomilson é hoje conhecido pela decisão que tomou de usar o @ enquanto escrevia os programas de correspondência eletrônica. Ele precisava encontrar uma maneira de separar, no endereço eletrônico, o nome do usuário do indicador da máquina utilizada ('computador'...). Para tanto, necessitava de um símbolo que nunca fosse encontrado no nome do usuário. Ao Examinar o teclado que estava utilizando (teletipo modelo 33), Ray refletiu sobre o fato de que já existiam nele alguns poucos símbolos técnicos, de pontuação, além de letras e números. O símbolo @ era um deles, designando "em" na linguagem de teletipo, Tomilson imaginou-o como sendo o mais congruente com a idéia de separar o nome do usuário do indicativo da máquina de remessa da mensagem eletrônica.

Como em vários outros momentos da história das invenções, Ray, o 'inventor do uso do @' nas mensagens eletrônicas ou e-mails, não tinha idéia de que naquele momento estava criando um futuro ícone universal do mundo da comunicação digital.


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