1 de jan de 2011

Lembrando Cleiton quase um ano depois...


Fonte da imagem: http://2.bp.blogspot.com/_HWYIKkFMsdo/S2qTbqsbn_I/AAAAAAAAFHo/hyTp_FVEUeQ/s320/M1.jpgFonte: Correio Braziliense - 08FEV10 - Mundo
Fonte de referência do conteúdo:
http://www.pmdf.df.gov.br/?pag=noticia&txtCodigo=4534



postado por George Felipe de Lima Dantas
em 1° de janeiro de 2011



"Nenhum herói é imortal até que ele morra" (W. H. Auden)


Tragédia no Haiti - Homenagens no Enterro de Capitão

Tristeza e emoção marcaram o velório e o sepultamento do capitão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Cleiton Batista Neiva, na manhã de ontem, no cemitério Campo da Esperança. O corpo do militar morto no forte terremoto que assolou o Haiti foi velado por familiares, amigos e cerca de 500 companheiros de corporação na Academia de Polícia Militar (APMB), no Setor Policial Sul. Durante a cerimônia, o oficial foi promovido postumamente a capitão, além de condecorado com as medalhas do Mérito Brasília, Segurança Pública do DF e Joaquim José da Silva Xavier - Tiradentes. Cleiton estava no país caribenho desde 2005 a serviço da Organização das Nações Unidas (ONU).

O militar era casado com a jornalista austríaca Irene Hoeglïnger - que também atuava na organização - e deixa um filho de apenas 1 ano.

As homenagens ao oficial começaram cedo. Por volta das 8h, a movimentação já era grande na academia. Logo após a missa de corpo presente, o capitão foi lembrado pelos amigos como um homem de força, um verdadeiro herói. Segundo o tenente André Garbi, a atuação em causas humanitárias era um sonho antigo e se manifestou muito cedo, desde a época em que Cleiton ingressou na PM, em 1997. "Percebíamos a facilidade que ele tinha para se expressar em outros idiomas, motivo pelo qual se destacava bastante. Infelizmente perdemos um irmão", lamentou o tenente, que leu uma mensagem em nome 8ª turma de aspirantes de 1999, da qual o capitão fez parte.

Bastante emocionada, a família preferiu não dar entrevistas. Além dos pais Admilson dos Santos Neiva, 59 anos, e Maria Batista Neiva, 60, estavam a esposa Irene Hoeglïnger, o filho Yannick e os irmãos domilitar.

Tiros

Depois do velório, o cortejo guiado por batedores da PM seguiu para o setor B do cemitério Campo da Esperança. O caixão coberto com as bandeiras do Brasil e da PMDF foi recebido com honras distintas a um militar, entre elas uma salva de tiros da Guarda Fúnebre, formada por cadetes da Academia de Polícia, e marcha fúnebre do compositor norueguês Edvard Grieg, conduzida pela banda militar.

Num dos momentos de maior emoção, o helicóptero da PM sobrevoou o cemitério e pétalas de rosas foram jogadas sobre os presentes. Visivelmente consternada, a julher do capitão morto no terremoto não saiu de perto do caixão um minuto sequer. Ela e o filho estavam na capital Porto Príncipe no dia da tragédia e escaparam ilesos.

O oficial brasiliense morto em missão no Haiti era um dos boinas azuis - o objeto em questão identifica os policiais que participam de missões de paz. (...) Para o assessor do Senado Federal Wilson Andrade, 53, o capitão Cleiton foi um exemplo de vida. "Ele era tão competente que foi chamado pela segunda vez para atuar na ONU. Estou arrasado. Perdi um grande amigo", desabafou.

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