2 de fev de 2010

Fonte da imagem: http://img125.imageshack.us/i/normalnuages7op.jpg/
Prezado Coronel Wellington:


(Rogo difundir entre os mesmos destinatários da mensagem original sobre o Tenente Cleiton Batista Neiva e que também endereçou a mim...)




Antes de tudo -- minhas mais calorosas congratulações!




As minhas congratulações são paradoxais. Assim elas são pelo fato de serem proferidas em um momento de profundo pesar -- neste janeiro de 2010 do terremoto no Haiti -- congratulações que dizem respeito ao que o Coronel Wellington Corsino do Nascimento expressou em reação ao silencio vis-à-vis o falecimento de um dos nossos naquele terremoto -- o Tenente da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Cleiton Batista Neiva.




Mas assim elas também são -- congratulações paradoxais -- pela inegável e meritória intenção do Coronel Wellington em "romper um paradoxo" (do "desamor" talvez?), buscando "reverter velhos paradigmas" como o de titubear, hesitar e silenciar em um momento de exaltar virtudes e enlevar o espírito coletivo pelo infinito potencial benfazejo da condição humana. Isso quando finita é a própria vida de todos nós. Isso também quando a vida de um homem jovem como Cleiton acaba de ser ceifada, em cronologia que nos deixa perplexos, ao ir de encontro ao que se costuma chamar de "ordem natural das coisas".




O valoroso Tenente Cleiton Batista Neiva, fruto das novas gerações de oficiais da PMDF, foi formado na Academia de Polícia Militar de Brasília (APMB), que em sua origem institucional ficou estabelecida nos finais da década de 1980 (cerca de vinte anos atrás, portanto). A fundação da APMB representou a busca do rompimento de um antigo paradigma de formação. Uma APMB representava, na década de 1980, a oportunidade de formar uma liderança diferenciada para encabeçar a instituição no então futurista "século 21".




O "futurista século 21" da PMDF agora é o presente e a contemporaneidade. É um século em que jovens policiais militares como Cleiton Batista Neiva podem mostrar tamanho potencial que mereça o reconhecimento, e até mesmo uma oportunidade para permanência prolongada na mais universal de todas as organizações internacionais existentes -- a Organização das Nações Unidas (ONU). Por isso, ainda que trágico em seu começo, esse ano de 2010 faz parte de um século de "estabelecer novos paradigmas", como o de confirmar, asseverar e bradar em um momento de exaltar virtudes e enlevar o espírito coletivo pelo infinito potencial benfazejo da condição humana.




O heroísmo do Tenente Cleiton Batista Neiva não fica caracterizado tão somente pelo final da vida dele em circunstância trágica, mas muito mais pela trajetória que a antecede. Como ele disse uma mensagem muito querida enviada a mim e que ficará entesourada comigo, bem como por todos aqueles com quem a compartilhei, ao referir seu sentimento ao ombrear com gente de outras plagas na ONU:




"Talvez Seja o Maior Desafio da Minha Vida Até Agora".




Mas esse mesmo homem, tão jovem ainda, corajosamente afirmou:




"Superestimamos os que estão lá por não conhecê-los, mas na realidade somos tão capazes quanto eles".




E foi no ‘aceitar desse desafio’ e no “auto-conhecimento da sua própria condição e capacidade’ enquanto cidadão do mundo, brasileiro, policial militar e oficial da PMDF que ele se fez herói – O NOSSO HEROI!




A ONU também o reconhece assim...

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