22 de set de 2009

Segurança Pública e Crianças e Adolescentes




Existem tendências comuns, considerando diferentes locais do mundo, no sentido de valorizar a questão da segurança de crianças e adolescentes, tanto dentro quanto fora dos estabelecimentos escolares, bem como quando estejam a caminho ou retornando da escola. Notícias que chegam dos dois lados do Atlântico revelam tal tendência. No Reino Unido é o caso da enquete Safer Neighbourhoods Online Youth Survey (Enquete Online para Jovens sobre Bairros mais Seguros), lançada pela Polícia Metropolitana de Londres em 21 de setembro de 2009 e que se estenderá até 31 de outubro de 2009. Já nos Estados Unidos da América (EUA) um exemplo disso é o material produzido pela American Public University sobre Bullying Intervention – Tips for Teachers [Orientações (‘dicas’) para Professores sobre Intervenção em Situações de “Bullying”].


Em Londres, os jovens que lá estudam passaram a poder comunicar-se via web com a Scotland Yard (Polícia Metropolitana de Londres), para relatar anonimamente suas preocupações com a comunidade em que vivem e estudam. A ênfase do conteúdo da enquete realizada para tanto está focada em aspectos como (i) onde é sentida sensação de insegurança; (ii) os horários em que tal sensação é mais percebida; (iii) o trajeto de casa para a escola e no retorno, bem como; (iv) as opiniões dos jovens sobre a polícia e outras questões de criminalidade e comportamentos anti-sociais. A enquete tem como ‘público alvo’ adolescentes de 11 até 18 anos e seu propósito é informar as políticas, programas e planos de gestão comunitária da segurança pública e segurança escolar na redução do chamado ‘medo do crime’ ou sensação de insegurança.


O chefe superintendente da Unidade de Bairros Mais Seguros de Londres declara: “Levamos muito seriamente em consideração as preocupações de segurança de pessoas jovens e a enquete é um instrumento-chave para permitir que suas opiniões façam uma diferença nos locais onde elas vivem ou vão para a escola”. O programa envolve não só as chefias de polícia comunitária e de policiamento escolar da capital inglesa, mas também estações de rádio locais e a realização de eventos para que os jovens se engajem efetivamente na iniciativa como um todo.

Outro recurso para incrementar a segurança da população escolar jovem, já agora com origem nos EUA, é o material apresentado sob a forma de cartões, cedidos gratuitamente para professores pela American Public University, cuja difusão foi veiculada em nota publicada em 19 de agosto de 2009. O padrão desse tipo de mídia é um conjunto de cartões de 15 por 20 centímetros contendo informações de especialistas sobre como identificar problemas no âmbito de escola e ajudar a resolvê-los. Os temas incluem (i) distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade; (ii) abuso e negligência de crianças; (iii) depressão da adolescência e, muito aventado nos dias atuais, (iv) “bullying”. Ele está direcionado para professores, pais e administradores escolares.
(Acesso em <http://www.apus.edu/APUS/News-and-Events/Press-Releases/TeacherTipCards.htm>)

Bullying é uma expressão em inglês que traduz em tempo gerúndio as ações intimidatórias de natureza física ou psicológica no meio que inclui crianças ou adolescentes, comumente detectáveis no ambiente escolar e mesmo na comunidade. É a figura do valentão, hoje presente também entre indivíduos jovens do sexo feminino, capazes de ameaçar ou agredir seus pares. Ela tem uma importância considerável no clima que estabelece no ambiente escolar e da comunidade, com seus agentes muitas vezes marchando para a delinqüência juvenil e as vítimas sendo permanentemente alienadas, pelo medo, tanto da escola (evasão) quanto da própria comunidade (retraimento) e depois da vida em geral (introversão).
Isso é mais do que apenas clamar por mais 'polícia na escola'. É buscar controlar de maneira abrangente e articulada a violência que hoje muito cedo está instalada entre grupos de jovens -- é promover segurança para crianças e adolescentes, tanto nas escolas quanto fora delas.

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