31 de mai de 2011

Uso de Drogas (Cocaína) -- Tratamento (Referência sobre Abordagens Farmacológicas & Intervenções Comportamentais)



Fontes das imagens: drug-rehab-4u.blogspot.com
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postado por George Felipe de Lima Dantas
em 31 de maio de 2011

Já existem "Comunidades Terapêuticas" no Brasil. Questões específicas, pessoais, podem ser endereçadas para (61)9952-6290

Tradução livre com adaptações

Quais são os tratamentos eficazes para dependentes de cocaína?
Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (EUA) -- Atualizado em 30 de outubro de 2010

Pergunta: Que tratamentos são eficazes para dependentes de cocaína?

Resposta: Durante os anos 1980 e 1990 houve um grande aumento no número de pessoas procurando tratamento para dependência de cocaína. Os provedores de tratamento relatam que a cocaína é a droga de abuso mais comumente citada entre seus pacientes.

A maioria dos indivíduos que hoje procuram tratamento fuma crack, sendo susceptíveis de serem usuários de mais de uma droga. O uso indiscriminado da cocaína tem estimulado esforços intensos para o desenvolvimento de programas de tratamento para esse tipo de abuso de drogas.

O abuso e dependência da cocaína é um problema complexo que envolve alterações biológicas no cérebro e uma variedade de problemas com relação a fatores sociais, familiares e ambientais. Função de tudo isso, o tratamento da dependência de cocaína é complexo e deve abordar diferentes questões. Como qualquer bom plano de tratamento, as estratégias de tratamento da cocaína precisam levar em conta os aspectos psicobiológicos, sociais e farmacológicos do abuso de drogas por cada paciente específico.

Abordagens farmacológicas

Não há medicamentos disponíveis para tratar especificamente o uso de cocaína. Por conseguinte, o NIDA (Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos EUA) está investindo bastante na identificação e testagem de medicamentos para utilização no tratamento de usuários da cocaína. Vários compostos (substâncias/medicamentos) emergentes estão sendo pesquisados para avaliar sua segurança e eficácia no tratamento de usuários da cocaína.

A exemplo, um dos mais promissores medicamentos anti-cocaína, presentemente, é a selegilina. Ela está sendo pesquisada desde 1999, já estando agora em estudos clínicos de fase III. Esses testes irão avaliar duas vias de administração da selegilina: por adesivo transdérmico e por via oral, no sentido de determinar a via mais benéfica. O Dissulfiram é um medicamento que tem sido usado para tratar o alcoolismo. Ele também tem demonstrado, em estudos clínicos, ser eficaz na redução do abuso da cocaína.

Devido às alterações de humor ocorridas durante as fases iniciais de abstinência de cocaína, as drogas antidepressivas têm demonstrado ser de algum benefício. Além dos problemas de dependência, overdoses de cocaína produzem muitas mortes todos os anos. Função disso estão sendo desenvolvidos tratamentos médicos para lidar com emergências graves resultantes do abuso da cocaína.

As intervenções comportamentais

Muitos tratamentos comportamentais têm sido utilizados para eficazmente lidar com a dependência da cocaína. Isso inclui tanto abordagens residenciais (internação) quanto ambulatoriais (sem internação). Na verdade, as terapias comportamentais muitas vezes são o único meio eficaz disponível para tratamento dos diversos problemas do uso de drogas, incluindo a cocaína. Não existe, por enquanto, nenhuma medicação viável para tanto.

No entanto, a integração de diferentes tipos de tratamentos, em última análise, representa a abordagem mais eficaz de tratamento. É importante combinar o melhor regime de tratamento com as necessidades específicas do paciente. Isso pode incluir a adição ou remoção de um regime de tratamento e combinação de diferentes componentes ou elementos como parte de um tratamento.

Por exemplo, se um indivíduo está sujeito a recaídas, um componente de tratamento da recaída deve ser adicionado ao programa terapêutico como um todo. Um componente comportamental que está mostrando resultados positivos em muitas populações vítimas da cocaína é a “gestão de contingência”. Ela consiste em um sistema de “vales” que representam recompensas positivas para que o paciente permaneça em tratamento e livre da cocaína. Baseado nos resultados de testes de urina para detectar o uso de drogas (feitos livremente), os pacientes ganham pontos (no “vale”) e que podem ser trocados por coisas que incentivam uma vida saudável, caso de poder fazer ginástica em uma academia, ir ao cinema ou jantar fora. A terapia cognitivo-comportamental, explicada em seguida, é uma outra abordagem.

A terapia cognitivo-comportamental aborda as habilidades de enfrentamento do uso de drogas. Ela é uma abordagem de curto prazo, com foco em ajudar os usuários a permanecerem na abstinência da cocaína e de outras substâncias. O pressuposto subjacente é que, se os processos de aprendizagem desempenham um papel importante no desenvolvimento e manutenção do abuso e dependência da cocaína, os mesmos processos de aprendizagem podem ser utilizados para ajudar os indivíduos a reduzirem o uso de drogas.

Essa abordagem busca auxiliar os pacientes a reconhecerem, evitarem e lidarem com o problema, ou seja, reconhecendo as situações em que estão mais propensos a usar a cocaína, é possível evitar essas mesmas situações quando for o caso. Isso implica em lidar mais eficazmente com uma série de problemas e comportamentos problemáticos associados com o abuso de drogas. Essa terapia também é importante por sua compatibilidade com uma variedade de situações em que os pacientes também podem receber tratamento com medicamentos.

As comunidades terapêuticas são programas residenciais com duração de 6 a 12 meses. Elas oferecem uma alternativa para aqueles que precisam de tratamento para dependência da cocaína. As comunidades terapêuticas muitas vezes oferecem tratamentos baseados na ressocialização do indivíduo e que podem incluir a reabilitação e vários outros serviços de apoio. As comunidades terapêuticas geralmente são indicadas para o tratamento de pacientes com problemas mais graves, como a ocorrência concomitante de problemas de saúde mental e do envolvimento criminal.

Já existem "Comunidades Terapêuticas" no Brasil. Questões específicas, pessoais, podem ser endereçadas para (61)9952-6290

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