8 de jan de 2011

A Inteligência e a Análise de Inteligência/Criminal em 2011


Fonte da imagem: http://www.scienceprog.com/wp-content/uploads/2009/03/ai.jpg
por George Felipe de Lima Dantas
em 8 de janeiro de 2011

A Inteligência e a Análise de Inteligência/Criminal em 2011

O papel proativo do analista de inteligência é hoje ainda mais dinâmico, na medida em que transcorre uma mudança de filosofia de gestão do conhecimento para um modelo de inteligência cada vez mais compartilhada. Os analistas de hoje tratam de informações mais diversificadas, em um mundo globalizado, ao mesmo tempo em que precisam elaborar produtos de natureza customizada para instâncias estratégicas e táticas. Tais demandas estão voltadas para a necessidade de análises de risco e relatórios de inteligência elaborados de tal forma que sejam de fácil assimilação por seus destinatários, entre os quais passaram usualmente a estar não apenas profissionais afeitos à atividade de inteligência, mas também os “operadores de linha” da segurança pública (é o caso, por exemplo, dos “mapas da criminalidade”). Os padrões mínimos de treinamento para analistas de inteligência policial precisam, por isso mesmo, incorporar essa nova realidade, pois só assim será possível adotar o novo modelo conceitual de inteligência que contempla a fusão da informação e a modernidade da filosofia de compartilhamento da informação. Em decorrência, padrões mínimos de treinamento precisarão levar em conta esse novo contexto de trabalho dos analistas de inteligência, contexto também vigente para todos os outros membros da comunidade de inteligência policial e usuários de seus produtos.

A Inteligência de Segurança Pública ou Inteligência Policial pode ser entendida como o “produto final” do processo analítico que se inicia com o acesso e reunião de informações sobre crimes e/ou empreendimentos delitivos, seguido pelo estabelecimento de juízos e inferências que levem em conta condições pré-existentes, problemas potenciais e atividades de natureza delitiva efetivamente incidentes em uma determinada comunidade. Tudo isso tendo em vista possibilitar, ao final, a persecução penal, a determinação de padrões e tendências do fenômeno do crime ou o apoio a um “processo decisório informado” da gestão do setor.

Parte disso, a Análise Criminal se constitui em um método ou processo de exame da informação reunida sobre crimes e outras variáveis pertinentes aos serviços policiais, de forma a direcionar a distribuição dos agentes da segurança pública e orientar suas respectivas estratégias de emprego, otimizando a prevenção criminal e a efetividade, eficácia e relação custo-benefício das políticas, programas, planos e ações de segurança pública.

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