29 de nov de 2010

Morro do Alemão: só os heróis podem ser invencíveis e não os bárbaros


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por George Felipe de Lima Dantas
em 29 de novembro de 2010

Os meus heróis são aqueles que arriscam suas vidas diariamente para proteger nosso mundo e fazer dele um lugar melhor -- policiais, bombeiros e membros das forças armadas...
(Sidney Sheldon)

Morro do Alemão: só os heróis podem ser invencíveis e não os bárbaros

“Terra Notícias” de 28 de novembro de 2010 veiculou matéria sob o título “Vamos chegar à Rocinha e ao Vidigal”. Nela vai citada uma importante afirmação atribuída ao Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, “Além de conseguirmos o objetivo de tomar o território, se derrubou uma crença de invencibilidade".

É fato a afirmação atribuída ao secretário. Ora, os supostos “crentes” da invencibilidade dos criminosos do Complexo do Alemão, ou não poderiam estar mais equivocados ou fizeram disso um mito impossível de ser posto em questão sob prova factual. Mas o mito finalmente foi posto em questão e submetido a uma prova factual – “Complexo do Alemão”, novembro de 2010. A supremacia das forças públicas atuantes no Rio de Janeiro ficou mais que patente vis-à-vis uma “retirada mambembe” de bandos de marginais, fugindo em desabalada corrida quando de iminente confrontação por agentes do Estado. O que parece agora discutível, em verdade, é a razão de ter sido criado o mito de “criminosos invencíveis”.

O mito de “grupos criminosos invencíveis” talvez só encontre paralelo, em seu absurdo, na campanha difamatória que lentamente vem sendo estabelecida no país contra seus agentes da lei e da ordem e respectivas instituições – ao ponto de policiais serem retratados, indiscriminadamente, como “profissionais da barbárie” (conforme já chegou a ser sugerido publicamente). E os motes mistificadores dessa campanha foram repetidos tantas vezes que passaram a ser tidos, ingenuamente por muitos (até mesmo por policiais...), como expressões da verdade. Pior, em muitos casos as instituições da lei e da ordem passaram a ser efetivamente influenciadas por seus próprios detratores, com os membros dessas instituições sujeitando-se a supostos “reformistas da segurança pública” (muitas deles leigos que jamais foram operadores do setor), como que para não parecerem intransigentes em meio a uma torrente de denúncias de supostas intransigências. Estabeleceu-se assim, uma subserviência “politicamente correta”.

No “dia seguinte do Morro do Alemão”, a tônica dos detratores das instituições da lei e da ordem foi do mutismo ou do anúncio de formulações futuristas (que “só eles mesmos”, como sempre, saberão como implementar). A tônica do povo carioca, entretanto, foi a do aplauso aos seus policiais e militares e da denúncia do paradeiro dos bandidos traficantes, “falsos invencíveis que bateram em retirada”. Bizarro que possa parecer, houve até a tentativa de “negociação de rendição” por alguns “messias de última hora”. Como se marginas e bandidos de toda ordem fossem representantes de um país em guerra e merecessem a prerrogativa honrosa de uma rendição, ao invés de serem presos em obediência a mandados judiciais por crimes os mais diversos cometidos contra sua própria Nação.

Mas o povo falou... E falou o suficiente para que todos entendam que ele renega a barbárie e quer viver em paz. O povo mostrou que sabe com quem pode contar e por isso aplaude seus policiais civis e militares e seus soldados, do Exército e do Corpo de Fuzileiros Navais, que todos juntos, galantemente, colocaram suas vidas na “linha de frente” em defesa do Estado Democrático de Direito e da Nação na confrontação do Complexo do Alemão em novembro de 2010. O mito foi posto em questão e submetido a uma importante prova factual, reveladora finalmente, de “quem são os heróis e quem são os bárbaros”. E só os HERÓIS podem ser invencíveis (não os bárbaros)...

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